BARULHOS NA ESCURIDÃO

Mais um barulho

Soando em ecos na escuridão

Parecem ser elogios, mas não são.

Desencorajamentos e críticas repulsivas

Em minha direção

 

Não sabendo para onde ir

Faço esforços para me levantar

Todos em vão

Chicotadas de repressão

Pode-se fazer isso, mas não aquilo

 

Tomando minha liberdade

Querendo mostrar superioridade

Falsos elogios que chamam de cantadas

Invadindo minha privacidade

Não deixam ninguém encantada

 

Limitam meus desejos

A todo tempo tiram nossa liberdade

Golpes do escuro, sem lampejos

Nos fazendo escravas da sociedade

 

Muitas proibições

Pessoas diferentes são abominações

No escuro, sem direção

Surge uma luz, uma alternativa

Não nos contrariarmos e sabedoria

São a nossa solução

 

(Maria Eduarda Guimarães Di Giacomo – 803)

 

 

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