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O “Projeto Conexões”, apresentado no sábado, 23/02, teve por objetivo criar um debate centrado no conceito de “Geopolítica do Medo”. Estamos a contemplar, diariamente, movimentos políticos pautados pelo medo imputado à sociedade. Mas esse fenômeno não se apresenta como uma ação exclusivamente atual. Perpassando os séculos, observamos que as disputas políticas sempre estiveram atreladas ao medo. Medo do que advirá. E baseado em meras possibilidades, que por vezes desafiam o factual experimentado em uma realidade mais palpável, toda a sociedade é engolida por devaneios pré-apocalípticos, que angustiam não só o indivíduo, mas o coletivo.

Nietzsche, em sua “Segunda Consideração Intempestiva”: Da utilidade e desvantagem da história para a vida”, diferenciou o homem de qualquer outro animal por seu caráter obrigatoriamente histórico. E como um ser histórico, ele vive dos fantasmas do passado, atormentado por um futuro que pode surgir em oposição a um falso horizonte de expectativas.

Aquilo que virá é, por definição, incerto. E isso gera o medo, que é uma das formas mais eficientes de aprisionamento de outrem.

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